Alguns princípios do educar

O texto que a Dra. Luciana Hodges, do Bases Cognitivas, escreveu para o nosso Papo de Adulto de hoje traz várias reflexões e muitas Dicas para pararmos, pensarmos e começarmos algumas mudanças, ou sabermos que estamos no caminho certo! De tudo o que eu gostaria de ressaltar que eu acho realmente que está faltando em muitas famílias é realmente o exemplo! Não se pode cobrar aquilo que você mesmo não faz!!! Vemos crianças com atitudes erradas, mas na maioria das vezes elas estão apenas seguindo exemplos, o que é lamentável, pois será muito mais difícil de consertar isto no futuro! Seu que ninguém é perfeito, mas determinados valores como honestidade, respeito a si e ao próximo são importantíssimos…

 

 

Certa vez, em uma festa infantil, uma conhecida se queixava de que tinha uma criança difícil, muito desobediente, e que tentava em vão colocar limites. Nesse momento essa mesma criança pede para subir num “brinquedão”, e o funcionário responsável explica para a criança e para a mãe que ela não tem idade suficiente para que seja permitido que brinque nesse brinquedo específico. Educadamente, o funcionário sugere outros brinquedos. A criança não esboça nenhuma reação. Já a mãe, essa aguarda o funcionário se distrair e diz para ela “Corre, sobe lá, rápido!”. A criança vai feliz e contente, o funcionário percebe e reclama com a mãe, que apenas responde “Se você quiser, vá você mesmo buscá-la lá em cima”, e acena sorridente para a filha, que observa essa conversa.

 

Essa história ilustra um princípio básico do educar ao qual muitas vezes não é dada a devida importância: educamos principalmente pelo exemplo. Passou despercebido para essa mãe que se ela mesma escolhia não seguir as regras das quais não gostava, sua filha, criança esperta e atenta que é, tomaria esse comportamento da mãe como parâmetro para seus próprios comportamentos. Como se pode exigir que o filho siga regras e respeite limites se ele não vê os pais fazendo isso, ou se os vê fazendo o oposto disso, como aconteceu nessa história? Crianças ou adultos, aprendemos melhor quando colocamos a teoria em prática, e praticamos melhor quando temos um modelo claro em que possamos nos espelhar. De modo geral, quando há incoerência entre o que os pais dizem e o que vivenciam, prevalece o comportamento praticado.

 

Para os pais isso pode se traduzir em uma pergunta bem prática sobre a qual podem refletir na tarefa de educar: será que eu consigo fazer isso que estou pedindo que meu filho faça? Se a resposta for sim, vá em frente, explique a regra e o ajude a segui-la. Se a resposta for não, será incoerente impor essa regra a ele, e então é preciso que os adultos revejam o próprio comportamento.  A educação deveria, a princípio, começar pelos exemplos daqueles que educam. Não que isso torne a tarefa de colocar limites fácil. Não é fácil. Apenas a torna possível e faz com que seus esforços não sejam em vão.

 

A maternidade/paternidade é algo que nos transforma, de diversas formas. Assumir os papéis de pai/mãe também é estar disposto(a) a modificar-se em alguns comportamentos.

 

Mas então pra ser mãe eu preciso ser perfeita? Não! Isso seria uma missão impossível, e dedicar-se a perseguir a perfeição (sua e/ou de seus filhos) iria gerar uma tensão prejudicial ao relacionamento entre pais e filhos. Pra ser pai ou mãe é mais importante buscar o autoconhecimento, a aceitação e a coerência.

 

O autoconhecimento é necessário para que você saiba quais são os seus valores, as suas qualidades, as suas possibilidades, os seus limites, e distinga o que é essencial para você daquilo que não é tão importante, porque tudo isso vai influenciar como você se vê, como se sente, como age e interage no mundo, o que por sua vez vai influenciar as percepções, os sentimentos, as ações e as interações da sua família.

 

A aceitação de si mesma traz uma tranquilidade preciosa. É um passo importante em direção a uma autoestima fortalecida. Aceitar-se e amar-se vai te ajudar imensamente a abrir menos espaço para as tantas culpas que as mães carregam, pois muitas são geradas por tentar corresponder às expectativas alheias. Quando você se aceita, se conhece, se ama, tem mais firmeza e certeza nas suas escolhas educacionais, e aí as cobranças que surgem de fora perdem um pouco a força.

Aceitar-se também inclui reconhecer aquelas partes em si mesma que gostaria de mudar. Antes de mudarmos qualquer coisa em nós mesmos, precisamos nos conhecer e nos aceitar. O famoso psicólogo Carl Rogers já apontava para esse paradoxo: apenas quando eu me aceito como sou eu posso conseguir mudar. Ele estava certo. Afinal, como posso mudar alguma coisa se não a percebo ou reconheço que ela existe?

 

Mas a aceitação não para por aí. Aceitar seus filhos como eles são, apreciando o que cada um traz em sua individualidade, reconhecendo suas diferenças, percebendo suas limitações, ajuda e muito na relação entre vocês.

 

E quando você se conhece, se aceita, e conhece e aceita seus filhos, a coerência fica mais fácil. Sem coerência você manda uma mensagem confusa para seus filhos. Voltando para a mãe do exemplo que dei no começo desse texto: suas ações eram contraditórias (diz para a criança ser obediente, mas a incentiva a desobedecer em determinadas situações). Para essa criança as regras e os limites não existem para o seu bem, para a sua segurança e para a boa convivência em sociedade; existem de acordo com o humor e as vontades da mãe.

 

Aí entra uma segunda pergunta que é útil que os pais façam a si mesmos ao educar: como posso ajudar meu filho a compreender que as regras que lhe ensino são para o seu bem?

 

Autoconhecimento, aceitação e coerência são ferramentas que o fortalecem na missão parental. Sempre juntando a isso, é claro, muitas pitadas de amor e paciência.

 

E então gostaram do texto? Não deixem de compartilhar com seus amigos e parentes! E se você tem alguma dúvida ou sugestão sobre este ou outro assunto pode nos dizer através dos comentários aqui do post, nas redes sociais ou por email regina@dicasmiudas.com.br

 

O seu bebê é papo de outros adultos?

 

Quando nasce um bebê, nascem uma mãe e um pai. E nascem também avós, avôs, tios, tias e tantos outros parentes bem intencionados e animadíssimos para dar palpites na sua forma de cuidar e educar. O “Papo de Adulto” de hoje é sobre isso.

 

A situação é no mínimo delicada. Cada um parece convencido que sua forma de fazer as coisas é a melhor e deveria ser a única. E agora, papais e mamães, como lidar com tantas opiniões?

 

O passo que considero primordial é assumir de verdade os papéis de pai e mãe. Vocês são os responsáveis e podem até ouvir todo mundo, mas só vocês poderão dar o veredito final. Quanto mais isso estiver claro e bem resolvido na cabeça de vocês, mais fácil (ou menos difícil) vai ser enfrentar as intromissões familiares e colocar limites. Não que isso seja tão simples. Às vezes é preciso até a ajuda de um psicólogo para conseguir a segurança e a coragem necessárias para fazer valer suas novas autoridades materna e paterna. Por exemplo, vivemos diversos papéis, e numa hora em que sua mãe esteja dando uma sugestão da qual você discorda, o papel de “mãe de seu filho” e o papel de “filha da sua mãe” podem entrar em conflito dentro de você, e você fica sem saber como se impor (até porque o lado “filha” tenderá a obedecer e acatar o que sua mãe disser).

 

Aqui entra a segunda dica: nesse processo de assumir os papéis de pai e mãe, unam-se. Conversem bastante entre si e cheguem a acordos comuns. Informação é poder, por isso leiam muito, perguntem muito, e filtrem essas informações de acordo com os valores que querem construir para a família de vocês. Isso requer algumas negociações e muita conversa. Uma vez que consigam se entender sobre o modo como pretendem criar seus filhos, poderão ajudar um ao outro a se manter firmes nas suas convicções. Isso vale inclusive para pais e mães que não estão mais juntos, afinal vocês serão sempre pai e mãe e compartilham a responsabilidade pela criança. No exemplo que dei acima, quando os papéis de mãe e filha estiverem em conflito e for difícil para você sustentar suas opiniões perante sua mãe, o pai do seu filho pode vir em seu socorro. E vice-versa, pois diante de algumas pessoas pode ser que ele tenha dificuldades em se impor, e você precise ajudá-lo. Mas atenção: isso não significa fazer pelo outro, não quer dizer que ele vai lidar com a sua família sozinho, ou você vai lidar sozinha com a família dele. Se for assim, estarão criando outro problema, que é a piora da relação com os sogros e cunhados. Unam-se e ajudem-se.

 

Partindo do princípio que vocês se informaram bastante antes de tomarem decisões sobre a criação dos filhos, terão argumentos sólidos para usar quando alguém os tenta convencer a fazer as coisas de um jeito diferente do que planejaram. Aproveitem para passar essas informações adiante. Se a conversa com os parentes não fluir com facilidade, você pode emprestar um livro, enviar o texto de um blog, um vídeo, enfim, algo que a pessoa possa ler ou assistir e comentar com vocês depois. Pode ser que você consiga convencê-la das suas opiniões e ganhe um(a) aliado(a).

 

Caso isso não aconteça, e a pessoa continue insistindo, é hora de colocar limites claros. Agradeça a boa vontade e o interesse, diga que vocês já tomaram as decisões, e não se explique muito para não dar espaço a mais intromissões.

 

Pra terminar, uma reflexão. Convém lembrar que é muito mais fácil colocar limites quando damos o exemplo. Se você invade o espaço de outros pais com opiniões insistentes, ou desautorizando e desrespeitando decisões que eles tomaram, está abrindo espaço para que façam o mesmo com você. Faça como gostaria que fizessem com você. Com respeito e carinho, todo mundo se entende.

 

Brincar é coisa séria!

Em comemoração ao Mês das crianças teremos o privilégio de ter post das queridas Alena e Luciana, do Bases Cognitivas, duas semanas consecutivas!!!!!! Novamente elas vêm falar sobre os brinquedos infantis, através de um olhar que vai muita além do simples ato de brincar. Como estes brinquedos podem estimular as crianças e como nós podemos explorá-los da melhor forma possível…

 

Brincar é uma atividade divertida e natural da criança. É também uma atividade privilegiada por englobar estímulos aos aspectos motores, afetivos, sociais e cognitivos do desenvolvimento. Muitos dos brinquedos que existem no mercado hoje em dia já atentam para esse potencial da brincadeira no desenvolvimento infantil, e são pensados de forma a garantir que estímulos a um ou mais desses aspectos aconteçam, sempre de forma segura.

 

 

Nos brinquedos para bebês esse cuidado é bem visível. Em geral, eles trazem estímulos táteis, visuais e auditivos. Neste brinquedo da foto acima, observamos tudo isso. A criança encaixa animais em seus respectivos lugares, e cada lugar de encaixe tem um formato geométrico diferente dos demais, de forma que cada animal só encaixa em um determinado local. Só essa atividade já é rica em estímulos táteis e visuais e é importante para o desenvolvimento motor. A motricidade bem desenvolvida ajudará a criança a dominar a escrita, anos lá na frente. Mas esse brinquedo não para por aí. A cada encaixe, ouve-se o som do animal correspondente. Assim, a criança tem o estímulo auditivo, e vai aprendendo sobre o mundo ao gradativamente associar o animal que vê ao som que ele faz.

 

Quando uma pessoa mais velha brinca junto com a criança, pode potencializar ainda mais o que o brinquedo traz de estimulação. Nesse caso, o adulto pode apertar o local de encaixe para produzir o som, e a criança pegará o animal correspondente a esse som. Os pais ainda podem e devem aproveitar essas associações em outras situações, comentando com a criança quando esses mesmos bichinhos forem vistos em revistas, desenhos animados, outros brinquedos, zoológicos, etc.  Se você observar atentamente esse brinquedo, verá que ele também trabalha a percepção de cores já que cada bicho vem em uma cor diferente, e novamente a ajuda do adulto em nomear essas cores para a criança, e posteriormente em pedir a ela que pegue o bichinho de tal cor, a auxiliará a desenvolver percepções e aprender os nomes das cores. Como se pode perceber, já temos em um único brinquedo o potencial para desenvolvimento motor (encaixe), cognitivo (percepções, associações, raciocínio), social (aprender sobre coisas do mundo), linguístico (vocabulário de animais e cores) e afetivo (pela situação de divertir-se brincando com outra pessoa, usando como instrumento mediador o brinquedo).

 

 

As crianças um pouco maiores se beneficiam bastante de brinquedos pouco estruturados, com os quais elas podem criar suas situações de faz-de-conta. Bonecos, bonecas, blocos, etc. Como exemplo, escolhemos esse brinquedo de dinossauros (Dino Valley).  Cognitivamente, permite que a criança crie o enredo de sua brincadeira, trabalhando assim a organização do pensamento, sequência lógica, memória, compreensão de causas e consequências, inferências, linguagem. Afetivamente, permite que ela projete na brincadeira suas vivências do dia-a-dia. Por exemplo, uma criança que está começando a frequentar a escola pode escolher colocar na brincadeira que o dinossauro pequeno está indo para a escola de dinossauros. Afetivamente, a ajuda a aprender a lidar com essas mesmas situações, já que pode elaborá-las de uma forma menos ameaçadora: o dinossauro vai à escola, não ela. Também permite à criança projetar seus sentimentos e aprender sobre eles. Dinossauros são ótimos para a expressão da agressividade, por exemplo, de uma maneira aceitável socialmente.

 

 

As crianças mais velhas costumam curtir brincar com jogos. Cada tipo de jogo tem suas especificidades. Aqui vamos falar um pouco dos jogos que envolvem estratégias. Dois exemplos deles são o “Cai-não-cai” e o “Lig 4”. Esses jogos exigem da criança um planejamento de suas ações, seguindo uma lógica para tentar vencer. Também precisam ter atenção para a estratégia utilizada pelo seu adversário. Isso implica colocar-se no lugar do outro, entender como ele pensa, o que é um grande avanço cognitivo e que as crianças menores ainda conseguem fazer. Do ponto de vista do desenvolvimento social, as crianças aprendem a ganhar e perder, a tolerar suas frustrações, a esperar sua vez de jogar.

 

Já nem há dúvidas acerca da importância do brincar para uma boa estruturação motora, psíquica e cognitiva da criança. Mais do que nunca, atualmente, nossas crianças podem estar cercadas de brinquedos e brincadeiras estimulantes e significativas para sua infância. Entretanto, vale lembrar que o contexto em que a brincadeira acontece é ainda mais importante do que o material utilizado. Brincar é uma forma de estar junto, de verdade. Os pais precisam entender que tal momento possibilita à família estar inserido no mundo da criança e sendo assim, ter condições de desenvolver uma relação empática e compreensiva sobre os pontos de vistas do seu filho e sobre como ele interpreta as situações de sua própria vida. Assim, mais do que estar juntos, brincar com os filhos abre portas para reconhecê-los, nos identificarmos com ele e acima de tudo, formá-los. 

 

Pois é, brincadeira é coisa séria! Aproveite o dia das crianças e escolha para o seu filho um brinquedo que você e seu filho possam curtir e se curtir através dele! Nós já fizemos isso! Juntas, fomos a uma loja de brinquedos que adoramos e escolhemos o presente que daremos aos nossos filhos (OBRIGADA TOP TOY BRINQUEDOS!!!) Nosso pequenos ainda nem sabem o que vão ganhar, mas a gente já sabe: um brinquedo recheado de sorrisos, diversão e o privilégio de estar juntos!

 

Permita-se voltar à infância com seu filho… E feliz dia das crianças pra você também!

 

Escolhendo os Brinquedos

A Dica de hoje está mais do que especial, em clima de Dia das crianças e de muita brincadeira teremos um texto escrito pelas nossas queridas colaboradoras Alena Nobre e Luciana Hodges, do Bases Cogniticas!!! Não esqueçam que mais importante do que o o valor do presente é que ele seja escolhido pensando realmente no gosto da criança e depois que vocês possam aproveitar todos juntos e certifiquem-se sempre se o brinquedo possui o Selo de segurança!!!

 

“O dia das crianças está batendo à porta! Já escolheu o presente do seu filho?

 

A gente sabe que essa não é uma tarefa fácil. Fomos à Top Toy brinquedos semana passada e ficamos encantadas com a diversidade de brinquedos. Dá vontade de levar todos! Quando a gente olha cada um dos brinquedos, já imagina a reação das crianças recebendo e brincando com eles. É sempre assim… nós pais, se pudéssemos, levaríamos a loja toda. Mas como não dá, a gente precisa escolher. Para isso, é preciso ter critérios.

Pensando nisso, resolvemos dar uma forcinha para papais e mamães. O Bases Cognitivas, a Top Toy brinquedos e o Dicas Miúdas resolveram unir forças e mostrar pra vocês que brinquedos, além de divertidos, são pretextos para aprender muito.  Dessa vez, a gente vai falar de brinquedos que podem ser compartilhados entre meninos e meninas. Afinal, brincar junto é sempre melhor!

 

BOLA

Bola é um brinquedo universal. Qual criança nunca se divertiu com uma bola, não é mesmo? Esse objeto oferece múltiplas possibilidades de estímulos. Chutar e correr atrás da bola são exemplos simples, mas que são carregados de estímulos motores e cognitivos. Afinal, é preciso equilíbrio, força e tônus muscular. Além disso, é preciso escolher o local para onde se quer chutar e a intensidade com que fará isso, o que envolve decisões, e assim sendo, também implica no uso e desenvolvimento de habilidades cognitivas. Na verdade, há muitos modelos. Para bebês, as bolas devem ser leves e macias. Esse modelo da Chicco é bem interessante. Além de oferecer estímulos sonoros por ser musical, ela pode acompanhar todo o desenvolvimento motor do bebê: tocar, agarrar, jogar, rolar, etc.. É um brinquedo coringa. Vale a pena.

 

CAIXA REGISTRADORA

Brincadeiras que abrem possibilidades para simular situações de vida real despertam o interesse da criança e são sempre estimulantes para as crianças. A caixa registradora é um item que atende bem a este quesito. Brincando de simular compra e venda as crianças podem aprender muitas coisas. Além de contar itens, compreendem os papeis de quem vende e de quem compra, entendem a ideia de troco, a diferença entre cartão de crédito, cédulas e dinheiro e podem usar vocabulários específicos, como quilo, gramas, etc. As crianças mais velhas podem pensar em valores e realizar cálculos simples. Além de tudo isso, é possível refletir com a criança sobre a diferença entre querer objetos e realmente precisar deles, ajudando aos pais a pensarem com seus filhos o sentido do consumo abusivo.

 

MR. POTATO HEAD LITTLE TATERS BIG ADVENTURES

Essa versão do clássico brinquedo Mr. Potato Head vem numa malinha com mais de um boneco e outros apetrechos para criar uma situação de brincadeiras (fazenda, safári…). Gostamos muito desse brinquedo porque estimula a criatividade e, a cada brincadeira, a criança pode inventar uma combinação diferente de partes, criando personagens de características diferentes. Sendo assim, permite mais autonomia na escolha de como quer brincar, e a criança se torna co-construtora de seu brinquedo (e sente orgulho de sua produção).  Nós achamos que esse brinquedo tem potencial de ser divertido para todas as idades, embora sua comercialização seja mais voltada para as crianças menores (porém não tão pequenas, pois há partes que podem ser engolidas).

 

BONECAS

São as preferidas das meninas, mas engana-se quem acha que meninos não podem se divertir com elas também. Quando meninos e meninas se juntam para brincar, eles podem estruturar simbolicamente os papeis sociais que desempenham os pais e mães, tal qual observam na sua casa. Podem, inclusive ampliar a compreensão de novas organizações familiares. Por exemplo, meninas podem brincar de arrumar a bolsa para trabalhar, enquanto meninos ajudam a trocar a fralda e alimentar o bebê. Estar junto com as crianças brincando com elas é uma ótima oportunidade de entender como elas percebem o mundo e os adultos, e ainda, de refletir sobre princípios e valores importantes para cada família. Essa boneca da palavra cantada é muito interessante. Ela canta a clássica música ” O que é que tem na sopa do neném?”. Além das crianças adorarem a música pela marca rítmica simples, ela é cheia de rimas que podem ser cantadas e até inventadas. Rimas são importantíssimas para crianças. Através delas, os pequenos desenvolvem sensibilidade para sons parecidos, o que poderá ajudar muito no processo de aquisição da leitura e escrita. Não precisa esperar muito para isso. Crianças a partir de 3 anos já se beneficiam desse tipo de brincadeira linguística.

 

E aí, gostou das sugestões? Seja qual for o brinquedo que você escolher, lembre-se de reservar um tempinho para usá-lo junto com seu filho.”

 

 

Ausente na presença… Ou presente na ausência?

Hoje é dia de Bases Cognitivas no Dicas Miúdas e Alena trouxe um tema que com certeza passou, passa ou passará pela cabeça das mães… Ficar em casa cuidando e dando mais atenção aos filhos, diminuir o ritmo de trabalho ou continuar trabalhando? O que fazer com a vida profissional e com a culpa após o nascimento dos filhos??? Eu mesma passei por esta fase, reduzi muuuuuito meus trabalhos, passei a trabalhar mais em casa e a me dedicar ao blog, para desta forma esta mais perto. Não é fácil! Já passei por diversas situações e posso dizer com certeza, nenhuma das opções que você tomar será fácil…

 

Com minha primeira filha eu trabalhava fora e longe de casa, fiquei alguns períodos trabalhando apenas meio expediente, depois ficava os dois horários. Depois saí do meu trabalho e passei a trabalhar mais em casa, como sou autônoma facilitava um pouco, não ter que ficar me deslocando no trânsito maluco… E quando fiquei grávida pela segunda vez, eu já estava com o blog então terminei me afastando ainda mais da minha profissão, para poder ter tempo para me dedicar mais às minhas filhas, até por que agora são duas… É uma delícia poder estar tão presente na rotina delas, mas como nem tudo são flores, é bem cansativo. E vez por outra eu me pego pensando se a minha escolha foi acertada, se devo permanecer assim ou retomar o meu trabalho, E quando elas crescerem e não precisarem mais de mim… Ô vida difícil que nos enche de dúvidas!!! Mas vamos ao texto de Alena que está MARAVILHOSO!

 

 

É natural que muitas mudanças ocorram entre as gerações. Mas a mulher, a cada uma delas, assumiu mais papéis e responsabilidades; com isso precisou aprender a lidar com mais dilemas e desafios. Parece, entretanto, que há uma companheira permanente da mulher no exercício da maternidade: a danada da Culpa! O sentimento de culpa em torno dos nossos papeis faz a gente pensar que poderíamos ter feito mais pelos nossos filhos, ter pensado ou reagido de um jeito diferente em determinada situação, ter decidido algo de uma forma oposta… Enfim, a culpa está sempre lá, nos atormentando com o famoso “Mas e se…?”

 

Em função da inserção das mulheres no mercado de trabalho, vejo que a modernidade trouxe às mães um sentimento de culpa por uma suposta “ausência” delas em casa. Surge daí algumas polêmicas. Na verdade, por vezes, quase um embate acerca da decisão de trabalhar fora ou permanecer em casa, cuidando dos filhos.

 

Optar por ficar em casa nem sempre implica em estar disponível para o filho. Afinal, surgem outras demandas. Quem é dona de casa bem sabe o tempo que se leva passando, cozinhando, limpando, etc e tal. Estar em casa, imersa nas atividades do dia a dia, e sentir-se impedida de sentar no chão com o filho e brincar com ele, é estar presente fisicamente, mas ausente de algumas necessidades dele.  Por outro lado, passar o dia fora de casa, trabalhando, mas reservar um tempo para checar e organizar a rotina do filho com um telefonema para ele, acompanhar a tarefa de casa ao fim do dia e contar uma história antes de dormir, é uma forma de estar presente, mesmo ausente fisicamente durante o dia.

 

Essa reflexão deve nos fazer entender que a tomada de decisão vai além do dilema “trabalhar fora ou ficar em casa”.  Na verdade, a verdadeira decisão é: estar presente (ou não) na vida dos filhos! Existem muitos (muitos, muitos…) filhos que sofrem a ausência das suas mães, e isto, nem sempre tem relação com a decisão dela de trabalhar fora. Convido você a refletir comigo sobre a seguinte questão: Você tem sido “ausente na presença”? Ou tem conseguido ser “presente, mesmo na ausência”?

 

Tornar o olhar para os filhos é essencial. Não adianta deitar na cama com ele, bem abraçadinho… Enquanto você não tira os olhos do celular, checando as últimas atualizações da rede social. Pouca serventia tem, sentar no chão com sua criança pra brincar com os bonecos ou de casinha, se seus ouvidos estiverem atentos ao desenrolar da trama global da novela das 8h, e não às expressões do seu filho. Fazer isso é ser ausente na presença. É dizer, de uma outra forma, que há certa “desvalia” na relação; o que se torna doloroso para criança lidar.

 

Opte por estar presente, mesmo que ausência física, por vezes, seja inevitável. Por outro lado, evite também esconder-se por trás da bandeira do lema: “Qualidade, é mais importante que quantidade”. Não! Nem sempre isso é verdade! A presença física é importante, sim! É impossível oferecer qualidade plena, se não há tempo suficiente para investir nela. Criança precisa de toque, de respostas, de continuidade da sua fala!

 

Educar nossos filhos exige redirecionamento do nosso olhar, da nossa escuta, das nossas preconcepções e do nosso tempo.  Nem sempre daremos conta de tudo isso… É verdade. Então, ponto final. Sem culpas. Só se faz o que pode. Não adianta nos bancarmos de mulher maravilha…  A maternidade, infelizmente, não nos tirou os limites da condição humana. Somos falíveis. Temos apenas dois braços. E nosso dia, só tem 24 horas.

 

Mas sejamos prudentes e sábias. O tempo não volta. Que possamos aproveitar a gargalhada dobrada dos nossos bebês, o sorriso largo e sem dentes dos nossos filhos depois de uma daquelas trelas inesquecíveis, e a conversa sem rumo sobre qualquer assunto bobo que surja!

 

Portanto, tenha você optado por ficar em casa ou voltar ao mercado de trabalho… Reserve um tempo com seu filho e Carpe Diem! Esteja!  E INTEIRA!