Ser mãe…

Esta semana estamos comemorando o Dia das Mães e eu parei para pensar na maternidade, nas minhas filhas, na minha vida e posso dizer com TODA a certeza de que elas são o melhor de mim, o melhor presente que eu ganhei de Deus e o melhor que eu deixarei para mundo!!!!!

 

E pensando nestes momentos me peguei pensando em um dia, não muito longe. Onde eu registrei um momento mágico, o de ter um pedacinho de todo o meu amor fora de mim e outro dentro. Foi um período de muitas emoções e sentimentos, dúvidas e certezas. É uma verdadeira enxurrada de sentimentos que só uma grávida, principalmente quando já não é mais mãe de primeira viagem pode sentir. E para comemorar vou compartilhar novamente com vocês alguns destes registros que com certeza jamais esquecerei… Amo fotografia e gosto de registrar TUDO o que vivemos, mas confesso que fazer um ensaio, com a qualidade e sensibilidade de um profissional fez muita diferença nestes clicks. Estas lindas fotos foram feitas pelas minhas queridas Gabi e Micaela do Janela Fotografia.

 

Algumas dicas para quem for fazer um ensaio de gestante, quer seja com fotógrafo ou não: busque harmonia nas cores e modelos das roupas das pessoas que forem ser clicados. Dá mais unidade na foto! Tentem utilizar roupas e acessórios que vocês realmente usem no dia a dia, para que aquelas fotos sirvam realmente como um registro, onde poderemos encontrar várias referências e lembranças daquele momento.

A escolha do local também é muito importante, pode ser algum lugar especial na vida de vocês ou que transmita bons sentimentos. Eu escolhi um lugar com muita natureza, que me transmitia paz, reflexão e com toda a força da natureza. Assim como a gravidez temos todos estes sentimentos e como as árvores, estamos nos enraizando no mundo e na vida, dando frutos, que mais na frente também estarão crescendo e renascendo e criando suas próprias raízes.

Muito mais do que poses com caras e bocas, registramos momentos de amor e cumplicidade entre mãe e filha, entre irmãs, entre a família!

Além da alegria e amor, vale também registrar objetos importantes, que tenham algum significado para a família! E eu que sou muito ligada nestes sentimentalismos não perdi a oportunidade e fotografei com um casaquinho que minha avó fez para mim, Camila usou e Manu não chegou a usar, por causa do calor, mas fez parte do enxoval dela também e com certeza guardarei para os meus netos (a). E também teve o símbolo do meu “filho” do meio, o Dicas Miúdas kkkkk, nas fotos que fizemos com os pirulitos.

E é com estas lindas imagens que eu desejo a todas um maravilhoso Dia das Mães!!!!!!!!

Sling: Segurança – cuidados importantes!

Uma coisa que faz com que muitas pessoas deixem de usar o sling é o medo e a insegurança, mas se você tiver atenção e cuidado na hora do uso e da escolha do produto não terá nenhum risco e para esclarecer algumas dúvidas mais uma vez buscamos a colaboração de Mariana Mesquita que além de mãe usuária de sling ela também a responsável pela Sling Casulinho. para nos dar alguns “toques” importantes.

 

Segurança – Precauções  durante  o uso

 

Na imagem, podemos ver as seguintes posturas:
CORRETA – queixo elevado, o rosto do bebê deve ser sempre visível a quem usa o sling, boca e nariz devem estar livres para respirar.
ERRADA – rosto do bebê coberto.
ERRADA – bebê muito abaixo.
ERRADA – bebê posicionado com seu queixo de apoio contra seu pescoço.
ERRADA – rosto do bebê pressionado contra o tecido do sling.

 

O adulto deve certificar-se de que seu bebê pode respirar quando estiver dentro da peça, o que é essencial no caso dos recém-nascidos. Lembre-se sempre de verificar se há abertura para o ar circular e nunca permita que seu bebê fique posicionado com o queixo encostado no tórax. Esta regra se aplica não apenas para slings, mas também para quando carregar seu bebê nos braços, em bebês conforto, ou em qualquer outra situação do gênero, porque esta posição pode restringir a habilidade de respiração dos recém-nascidos.

 

Além disso, nunca substitua um assento para veículo por um sling: ele não oferece a segurança necessária para se transportar um bebê num veículo. E ao circular, olhe onde pisa! Tenha cuidado redobrado em escadas, degraus e pisos em desnível. Se possível, evite saltos altos, calças de pernas largas, saias muito longas, ou qualquer tipo de situação que possa favorecer o risco de quedas. Lembre-se que você está ocupando um espaço maior. Tenha cuidado ao passar através de portas, multidões, objetos angulosos, etc. E, embora muita gente o faça, é complicado usar sling para andar de bicicleta ou ficar perto do fogão, por motivos óbvios. Use o bom senso.

 

Segurança – Argolas, costuras e outros detalhes essenciais na fabricação

 

Muita gente, ao ver um sling, acha que é uma coisa simples de fazer. E é,  mas todo o processo precisa ser visto de forma cuidadosa, utilizando material testado e adequado para essa finalidade. Infelizmente, no mercado brasileiro é muito difícil de se encontrar slings seguros à venda, especialmente nas lojas de bebês costumeiras – onde abundam peças feitas de tecido grosso, ou fraco, com argolas de plástico, madeira, latão e outros materiais fáceis de quebrar e, pior, vendidos por pessoas que não sabem explicar como usar. Tem muita gente comercializando peças inadequadas por aí, algumas a preço de banana e outras, mesmo ruins, por valores exorbitantes.  Aí, os pais acham que estão fazendo algo de bom para seus filhos e, na verdade, estão comprando uma armadilha que pode causar acidentes sérios a qualquer momento. Algumas pessoas são inescrupulosas, querem ganhar dinheiro barateando custos e sem se importar com segurança…  Esse é, infelizmente, o aspecto ruim do sling ter virado artigo fashion, “da moda”. Por isso, a melhor arma é a informação. É  preciso tomar cuidado e pesquisar na hora de adquirir o “seu” sling.

 

Os fabricantes sérios de sling, no Brasil, têm se reunido para procurar achar maneiras de divulgar a filosofia do babywearing e evitar que as pessoas comprem slings inseguros. No Recife, três fabricantes se reuniram para formar o grupo Maternaço (Casulinho, Enquanto eles dormem e Fio da Terra), que se reúne periodicamente, de forma gratuita, para falar a respeito de slings e outros temas importantes para as famílias e seus bebês. Essas reuniões são ótimas oportunidades para trocar informações. Desde já, sinta-se convidado(a)!

 

O perigo de adquirir um sling inseguro (que nem sempre é “baratinho” e visivelmente ruim) vai desde a pessoa não conseguir usar adequadamente a peça, ficando impedida de usufruir dos benefícios de um bom sling, até acidentes sérios. Não há nada do tipo relatado em nosso país, mas nos Estados Unidos já houve casos de bebês que fraturaram a cabeça após despencar de um sling de má qualidade que partiu.

 

Veja abaixo algumas dicas importantes, para saber se um sling é seguro!

 

Na maioria dos modelos, o ideal é usar tecido 100% algodão, que é mais fresco e confortável e também evita possíveis alergias, já que a pele dos bebês é bem sensível. Não pode ser um tecido grosso demais, por causa do calor, nem fino demais, pelo risco de rasgar com o uso. Uma boa opção é a tricoline ou percal de boa qualidade, com 180 fios ou mais.   No caso dos wraps, malha de algodão é uma boa pedida.

 

A costura, especialmente a que prende as argolas, tem que ser reforçada e feita com linha de qualidade.

 

As argolas são um item-chave no sling, e também um dos componentes mais caros. Não podem ser abertas, nem ter emendas ou soldas (mesmo soldas bem acabadas).  Têm que ser roliças, e não chatas, senão vai ficar difícil puxar/ajustar o pano. Elas também não podem ser ocas, de “metal banhado”, de madeira, de plástico...  Existem coisas pavorosas sendo utilizadas em slings, como argolas de cortina e fivelas de bolsa. Acho que o povo esquece que aquilo ali vai carregar um bebê!

 

Uma argola tem que ser resistente a peso e a impacto, e não pode ter emendas porque, mesmo que não quebre, ao roçar no tecido este, com o tempo, poderá esgarçar e romper. Pelo mesmo motivo, não se pode usar argolas chatas, fininhas, que além de partir podem rasgar o tecido. Quanto às argolas “banhadas”, podem descascar e enferrujar, além do risco da criança pôr na boca e engolir eventuais resíduos tóxicos. Assim, restam três tipos possíveis de argolas confiáveis: de nylon, de inox e de alumínio, todas testadas para esse tipo de uso.  Sempre roliças, maciças e sem emendas nem rebarbas.

 

Dicas de segurança extras: é importante checar sempre se as costuras estão firmes e se o tecido está inteiro, preservado, sem rasgões ou “esgarçados”.  Geralmente,  slings de qualidade podem ser lavados à máquina, normalmente, tomando o cuidado de, no caso dos slings de argola, protegê-las para evitar danos à lavadora. Para mais informações sobre segurança dos slings cliquem aqui!

 

Para ver outras matérias que já postamos sobre slings clique aqui: O que é Sling?, Alguns modelos e suas características, Segurança – modelos industrializados. Espero que tenham gostado e caso ainda tenham ficado com alguma dúvida podem perguntar regina@dicasmiudas.com.br!!!!

Ausente na presença… Ou presente na ausência?

Hoje é dia de Bases Cognitivas no Dicas Miúdas e Alena trouxe um tema que com certeza passou, passa ou passará pela cabeça das mães… Ficar em casa cuidando e dando mais atenção aos filhos, diminuir o ritmo de trabalho ou continuar trabalhando? O que fazer com a vida profissional e com a culpa após o nascimento dos filhos??? Eu mesma passei por esta fase, reduzi muuuuuito meus trabalhos, passei a trabalhar mais em casa e a me dedicar ao blog, para desta forma esta mais perto. Não é fácil! Já passei por diversas situações e posso dizer com certeza, nenhuma das opções que você tomar será fácil…

 

Com minha primeira filha eu trabalhava fora e longe de casa, fiquei alguns períodos trabalhando apenas meio expediente, depois ficava os dois horários. Depois saí do meu trabalho e passei a trabalhar mais em casa, como sou autônoma facilitava um pouco, não ter que ficar me deslocando no trânsito maluco… E quando fiquei grávida pela segunda vez, eu já estava com o blog então terminei me afastando ainda mais da minha profissão, para poder ter tempo para me dedicar mais às minhas filhas, até por que agora são duas… É uma delícia poder estar tão presente na rotina delas, mas como nem tudo são flores, é bem cansativo. E vez por outra eu me pego pensando se a minha escolha foi acertada, se devo permanecer assim ou retomar o meu trabalho, E quando elas crescerem e não precisarem mais de mim… Ô vida difícil que nos enche de dúvidas!!! Mas vamos ao texto de Alena que está MARAVILHOSO!

 

 

É natural que muitas mudanças ocorram entre as gerações. Mas a mulher, a cada uma delas, assumiu mais papéis e responsabilidades; com isso precisou aprender a lidar com mais dilemas e desafios. Parece, entretanto, que há uma companheira permanente da mulher no exercício da maternidade: a danada da Culpa! O sentimento de culpa em torno dos nossos papeis faz a gente pensar que poderíamos ter feito mais pelos nossos filhos, ter pensado ou reagido de um jeito diferente em determinada situação, ter decidido algo de uma forma oposta… Enfim, a culpa está sempre lá, nos atormentando com o famoso “Mas e se…?”

 

Em função da inserção das mulheres no mercado de trabalho, vejo que a modernidade trouxe às mães um sentimento de culpa por uma suposta “ausência” delas em casa. Surge daí algumas polêmicas. Na verdade, por vezes, quase um embate acerca da decisão de trabalhar fora ou permanecer em casa, cuidando dos filhos.

 

Optar por ficar em casa nem sempre implica em estar disponível para o filho. Afinal, surgem outras demandas. Quem é dona de casa bem sabe o tempo que se leva passando, cozinhando, limpando, etc e tal. Estar em casa, imersa nas atividades do dia a dia, e sentir-se impedida de sentar no chão com o filho e brincar com ele, é estar presente fisicamente, mas ausente de algumas necessidades dele.  Por outro lado, passar o dia fora de casa, trabalhando, mas reservar um tempo para checar e organizar a rotina do filho com um telefonema para ele, acompanhar a tarefa de casa ao fim do dia e contar uma história antes de dormir, é uma forma de estar presente, mesmo ausente fisicamente durante o dia.

 

Essa reflexão deve nos fazer entender que a tomada de decisão vai além do dilema “trabalhar fora ou ficar em casa”.  Na verdade, a verdadeira decisão é: estar presente (ou não) na vida dos filhos! Existem muitos (muitos, muitos…) filhos que sofrem a ausência das suas mães, e isto, nem sempre tem relação com a decisão dela de trabalhar fora. Convido você a refletir comigo sobre a seguinte questão: Você tem sido “ausente na presença”? Ou tem conseguido ser “presente, mesmo na ausência”?

 

Tornar o olhar para os filhos é essencial. Não adianta deitar na cama com ele, bem abraçadinho… Enquanto você não tira os olhos do celular, checando as últimas atualizações da rede social. Pouca serventia tem, sentar no chão com sua criança pra brincar com os bonecos ou de casinha, se seus ouvidos estiverem atentos ao desenrolar da trama global da novela das 8h, e não às expressões do seu filho. Fazer isso é ser ausente na presença. É dizer, de uma outra forma, que há certa “desvalia” na relação; o que se torna doloroso para criança lidar.

 

Opte por estar presente, mesmo que ausência física, por vezes, seja inevitável. Por outro lado, evite também esconder-se por trás da bandeira do lema: “Qualidade, é mais importante que quantidade”. Não! Nem sempre isso é verdade! A presença física é importante, sim! É impossível oferecer qualidade plena, se não há tempo suficiente para investir nela. Criança precisa de toque, de respostas, de continuidade da sua fala!

 

Educar nossos filhos exige redirecionamento do nosso olhar, da nossa escuta, das nossas preconcepções e do nosso tempo.  Nem sempre daremos conta de tudo isso… É verdade. Então, ponto final. Sem culpas. Só se faz o que pode. Não adianta nos bancarmos de mulher maravilha…  A maternidade, infelizmente, não nos tirou os limites da condição humana. Somos falíveis. Temos apenas dois braços. E nosso dia, só tem 24 horas.

 

Mas sejamos prudentes e sábias. O tempo não volta. Que possamos aproveitar a gargalhada dobrada dos nossos bebês, o sorriso largo e sem dentes dos nossos filhos depois de uma daquelas trelas inesquecíveis, e a conversa sem rumo sobre qualquer assunto bobo que surja!

 

Portanto, tenha você optado por ficar em casa ou voltar ao mercado de trabalho… Reserve um tempo com seu filho e Carpe Diem! Esteja!  E INTEIRA!

 

 

Sling: Segurança – modelos industrializados

E chegou mais uma terça-feira e ainda temos muito o que falar sobre os slings, sempre com a colaboração da jornalista Mariana Mesquita, que além de mãe usuária de sling ela também a responsável pela Sling Casulinho.

 

Muitas famílias acham estranhos os slings artesanais, não-estruturados, feitos com material que adapta à anatomia do bebê. Dizem que o bebê fica “torto” dentro dele (esquecendo ser esta a posição em que ficavam dentro da barriga) e preferem usar os cangurus industrializados, seja aquele modelo duro que parece um “paraquedas”, em que o bebê fica pendurado, seja um outro modelo que parece uma bolsa, mas é cheio de acolchoados e talas, conhecido aqui no Brasil como “o sling de Claudia Leitte” (porque a cantora escolheu um desse tipo para usar com o filho recém-nascido).

 

 

Além deles serem super desconfortáveis para o nosso clima quente, a impressão de segurança que transmitem às mamães usuárias, por conta de seu aspecto hi tech, infelizmente é completamente falsa.  Existem estudos mostrando que grande parte desses cangurus fazem mal aos bebês!

 

Os que deixam a criança pendurada podem gerar torcicolo e lesões na pelve e na coluna, e segundo fisioterapeutas não devem ser usados antes do bebê conseguir levantar a cabeça sozinho, já que geralmente não oferecem suporte ao pescoço e obrigam a coluna imatura da criança a suportar todo o peso do corpinho. Para saber mais sobre os slings fazer ou não mal à coluna, clique aqui!

 

E os que carregam a criança deitada –  os tais “da Claudia Leitte” –  têm sido alvo de denúncias nos Estados Unidos. Aconteceram vários casos de morte por sufocamento, por culpa do uso dessa peça inadequada. Como ele não é ergonômico, não se adapta à coluninha do bebê. O fato dele ser fechado e grosso impede a respiração e a criança, especialmente se for muito novinha, acaba sendo obrigada a ficar numa posição que força o queixo para baixo, causando falta de ar. O pior é que a mídia brasileira, diante das notícias que saíram no exterior, andou confundindo as bolas e botando a culpa no sling de tecido, que é seguro e pode ser usado inclusive por recém-nascidos.

 

O ideal é usar slings maleáveis, não estruturados, que se moldam de maneira suave ao corpo de quem carrega e à coluna do bebê. Montado da maneira correta, que deve dar suporte e ao mesmo tempo permitir que a criança respire bem, um sling é tão confiável quanto os braços da mamãe. Aliás, é exatamente essa a sua função: reproduzir as mesmas posições que os braços costumam assumir, ao carregar o bebê.

 

Outra Dica importante

 

 

Para ver as duas matérias que já postaram sobre slings clique aqui: O que é Sling? e Alguns modelos e suas características

O que é Sling?

Sempre ouvi falar dos slings, mas pouco sabia deles e assim como eu, muitas famílias deixam de usar por falta de conhecimento e até por preconceito e para dar um basta nisso vamos falar um pouco sobre este “acessório” que é tão útil a muitas mães e pais também!!!
E para explicar um pouco convidei a jornalista Mariana Mesquita, que além de mãe usuária de sling ela também a responsável pela Sling Casulinho. E ela preparou uma série de matérias sobre este tema que irei postando aos poucos aqui no Dicas Miúdas, sempre às terças feiras.

 

Então vamos a primeira da serie que vem para explicar, você sabe o que é sling?  Por Mariana Mesquita.

 

 

Você que é pai, mãe, tia, avó, já deve ter reparado na “moda” que surgiu nos últimos anos. O que talvez não saiba é que o sling (suporte, tipoia, em inglês) não é nada “tão” novo, assim. Gosto de dizer que  se trata da “novidade mais antiga da humanidade”.

 

Na verdade, todos estes “novos” carregadores de bebê são releituras de suportes que existem na maior parte das culturas tradicionais de todos os continentes. Sim, todos. A gente lembra mais facilmente das capulanas africanas e das kepinas usadas pelos índios, nos Andes. Mas tem sling típico da Europa, da Ásia, da Oceania. E tudo porque, na verdade, eles respondem à necessidade básica de COLO que é comum aos seres humanos de qualquer origem.

 

O que é que os slings fazem? Eles proporcionam uma espécie de “barriga de transição”, exatamente como a que os cangurus e outros marsupiais possuem. Carregando seus bebês, as mães têm outras vantagens: podem se locomover mais facilmente e realizar suas tarefas diárias sem maiores preocupações, contando com seus braços livres. Isso é algo estava se perdendo um pouco, em nossa cultura ocidental, e é muito bom perceber que as pessoas têm procurado resgatar essa tradição, que só traz benefícios. Estes bebês costumam ser mais relaxados e dormir melhor à noite. Dentro do sling, o pai ou a mãe compartilha calor, cheiro, aconchego com o filho, mostrando que está disponível e que o ama.

 

Na Europa e nos Estados Unidos, além de se tornarem itens corriqueiros, eles são considerados extremamente fashion.  Carregar os filhotes é algo instintivo em nossa espécie, tanto que existem vários tipos de artefatos tradicionais desenvolvidos especificamente para isso. Embora tenha gente que ache besteira, que diga que o sling vai “mimar demais” as crianças e que é uma moda sem sentido,  ou que as pessoas estão querendo usar porque as estrelas de Hollywood  aderiram à ideia (dê uma olhadinha no Google e vai encontrar gente como Gisele Bundchen, Angelina Jolie, Brad Pitt e tantos outros “famosos” se deliciando com a sensação de manter seus filhotes, pertinho de si!), é fácil perceber que se trata de algo bem mais profundo que isso.

 

Existe uma filosofia por trás dessa proposta: transmitir afeto, calor, segurança, que junto com o alimento é tudo de que o bebê necessita. Nos Estados Unidos criaram até termos para descrever esse conceito: “babywearing”, que quer dizer “vestir o bebê” (no adulto!) e “attachment parenting”, que poderíamos tentar traduzir por paternidade “colada”, “amarrada”, ou seja, dedicada, intensiva, termo que no Brasil foi representado pela expressão “criação por apego”. É essa proximidade que vai permitir que a criança se sinta amada e segura, crescendo autoconfiante e se desenvolvendo de maneira plena.

 

Além dos claros benefícios psicológicos que a proximidade com a mãe (ou o pai) traz, o sling faz bem e previne diversas doenças.  Ele facilita a amamentação, ajuda no desenvolvimento de bebês prematuros (já ouviu falar na técnica de “mamãe-canguru”, utilizada nos hospitais para acelerar a recuperação de prematuros extremos?) e auxilia no tratamento do refluxo gastroesofágico, além de prevenir a displasia do quadril.

 

Por hoje é isso e na próxima terça feira Mariana irá falar sobre os diversos modelos de Slings e suas características, quem tiver alguma dúvida sobre o tema pode me enviar por email regina@dicasmiudas.com.br