Primeiras Visitas

Um assunto que sempre gera um pouco de polêmica são as primeiras visitas ao recém-nascido e sua família. Muitos acham que este deve ser um momento íntimo para a família e os amigos mais chegados. Outros acham melhor visitar logo na maternidade para não atrapalhar nos primeiros dias em casa, outros já acham que em casa é melhor… E vocês o que pensam sobre este assunto?? Vou compartilhar um post do pediatra Dr. Fernando Azevedo sobre isso que achei super interessante. Ele transcreveu uma matéria que ele encontrou no “Diário de notícias de Portugal”, vejam e reflitam… E como eu não posso ficar quieta, é claro que postei ao lado a minha opinião!

 

 

1) “Nas primeiras 24 horas de vida do bebê nada de visitas. A mãe está cansada do parto precisa se recuperar. Além disso, este é o primeiro momento de ligações dos pais com bebê e um ambiente tranquilo e confortável é fundamental.”
Regina – Não vejo muito problema em visitar o bebê na maternidade, até por questão de cultura nossa, os pais já esperam por ela e por experiência própria posso garantir que em casa a mãe estará muito mais cansada.
2) O celular pode ser o instrumento ideal para dar os parabéns à família pela vinda do novo membro. Mas em vez de ligar, pois o mais provável é que seja a mãe a atender, o melhor é enviara uma mensagem. Não corre o risco de ser inconveniente e acordar o bebê caso este esteja dormindo e os pais podem responder quando for a melhor hora. Esta é também é maneira de perguntar qual o momento certo para a visita.
Regina – Se você não foi visitar na maternidade, com certeza deve ligar antes de fazer uma visita em casa e perguntar qual o melhor horário, pois no início o ‘fuso horário’ é bem diferente.
3) Antes do parto os pais devem falar com a família e com os amigos mais próximos e avisar quando for oportuno fazer visitas e que darão conta das novidades através de mensagens.
Regina – Acho que cada família é de uma forma e respeito, mas acho um pouco de exagero esta medida. Não precisa fazer uma festa na maternidade, mas restringir até a visita dos familiares, acho um pouco demais.
4) Cabe ao pai ser uma espécie de segurança da mãe e da criança quando começarem a chegar as visitas. Deve ser ele a receber a família e os amigos e regular o tempo que dura a visita. É ao pai que cabe a responsabilidade de impor os limites, pois a mãe ainda cansada do parto e sobre o efeito das alterações hormonais não terá capacidade para fazê-lo.
Regina – Concordo plenamente, pode ser o pai ou algum parente mais próximo (mãe ou irmã) que esteja acompanhando. Mas sem esquecer as boas maneiras. A pessoa foi gentil em ir visitá-los, mesmo que tenha chegado em má hora, seja educado e com jeitinho conduza a situação para que a visita não se sinta inconveniente. E aos poucos vá ‘soltando’ que a noite não foi boa, ou que o bebê está com fome ou cólica… E se a visita mesmo assim demorar, seja claro: eu preciso fazer ‘isso’ você pode esperar aqui, se quiser…
5) a visita não deverá demorar mais de 20 minutos ou meia hora. É tempo suficiente para dar os parabéns, conhecer o bebê, saber como estão todos. Se as pessoas permanecerem por mais tempo, o pai deve, cuidadosamente sugerir que a mãe e o bebê precisam descansar e podem voltar outro dia. Cabe aos amigos e familiares terem a sensibilidade para perceber que a família precisa de tempo para si.
Regina – Concordo plenamente. Mas se for alguém muito próximo você pode passar mais tempo se estiver ajudando, é claro. Você pode “ficar de olho” no bebê para que a mãe possa descansar um pouco.
6) Idas a casa nunca devem ser feitas depois das 21 horas. É preciso respeitar o tempo de descanso dos pais e do bebê. Nunca ir ao hospital ou a casa visitar o bebê se estiver doente, mesmo que não seja nada grave.
Regina – Aprovadíssimo!!! No início quase 100% dos bebês dormem mal a noite então os pais precisam descansar, por isso nada de chegar tarde para uma visita ou ficar por noite a dentro… E quanto a doenças nem se fala. Já deixei de fazer visitas por ter alguém doente em casa, mesmo eu estando boa posso estar ‘contaminada’. Cuidados para não transmitir doenças nunca é demais quando se trata de bebês.
7) Não deve receber no quarto onde está o bebê mais de duas pessoas. Se por acaso chegar mais alguém receba-o, mas  alguém para isso alguém deve sair para que o ambiente não fique cheio e a temperatura não suba.
Regina -Tudo bem que duas pessoas é pouquinho, mas não precisa super lotar o quarto, ao ponto de ter gente até em cima da cama da mãe, não é?! As visitas tem que ter ‘semancol’ e revezar. E por favor, nada de ficar falando muito alto.
8) Sejam cuidadosos com a hora da amamentação que podem chegar às treze vezes por dia. Muitas pessoas pensam que a mãe não se importa de amamentar o bebê à frente dos outros. Isso pode não ser verdade e por isso é melhor evitar visitas durante a hora da alimentação para que a situação não seja desconfortável para a mãe ou esta tenha de mudar de cômodo da casa para fazê-lo de forma mais reservada.
Regina -Concordo! Principalmente se for homem, mesmo sendo da família às vezes a mãe ou o próprio pai não gostam que a amamentação seja feita na frente dos outros então respeite. E para evitar constrangimentos, se perceber que o bebê vai amamentar diga que já vai ou que vai sair por um instante para deixá-los mais a vontade e neste momento os pais terão liberdade para calar ou permitir que a visita fique.
9) Não pegue o bebê ao colo por mais que lhe apeteça. Peça sempre autorização dos pais e lave as mãos antes de pegar no bebê. Não coloque perfume no dia da visita, pois os bebês são muito sensíveis a e precisam reconhecer o cheiro dos pais para se sentirem mais seguros. Evite dar beijos. Se fizerem, as mulheres não devem ter os lábios pintados. A pele dos mais pequenos é muito sensível e pode ficar irritada.
Regina -Mais do que concordo! Acho até que mesmo que você não vá pegar no bebê deve lavar as mãos. Só pegue no bebê se os pais pedirem e não esqueça de colocar um paninho sobre a sua roupa, por mais limpa que você esteja, estava na rua.
10) Não dê conselhos aos pais.  Certamente eles já receberam muita informação atualizada e sabem tudo o que precisam. Só dê conselhos se estes os pedirem. Esta é uma mensagem especialmente dirigida às avós e cunhadas.

Regina – em alguns casos é até complicado, pois os ‘mais experientes’ se acham no direito de conduzir a forma de cuidar e educar. Quem deve fazer isso são os pais e caso eles precisem de ajuda pedirão, então o ideal é permanecer neutro, mas sempre prestativo. Como tudo na vida se aprende errando, então não prive os pais destas experiências, pois mesmo que eles errem, será com a intenção de acertar e fazer o melhor. Mas é claro que se for algo muito importante você deve se manifestar, mas sempre de forma discreta.

 

E você o que acha sobre tudo isso??

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