Em busca da Escola Ideal: entre dilemas e decisões

Final de ano é época de matrícula escolar e para quem tem filho que ainda não estuda, de definir a escola em que vai colocar o pequeno. Então para dar uma ajudinha principalmente as mamães de primeira viagem o nosso #PapoDeAdulto hoje é com a Dra. Alena Nobre, do Bases Cognitivas que vem dar umas Dicas de como fazer esta escolha e tirando várias dúvidas que ficamos neste momento, tão difícil para a maioria! E uma Dica minha é: pegue sempre indicação e escute as experiências de pessoas conhecidas sobre a escola. Tive uma experiência não muito boa, pois segui apenas as aparências e a “propaganda” que no caso era enganosa… E tive que trocar minha pequena de escola com menos de 2 meses de aula, pois não procurei pessoas que conhecessem a escola e pedi suas opiniões! E outra Dica, não fiquem na dúvida: se a sua escolha não foi bem feita e você já conversou e viu que não terá melhoras, procure uma outra escola que realmente atenda às suas necessidades e expectativas, mas também não vá em busca da perfeição, pois não encontrará! Mas vamos ouvir, ou melhor ler, quem realmente entende do assunto…

 

 

Tornar-se mãe não é fácil! E acredite… Alguns outros desafios, dúvidas e culpas surgem quando nossos filhos começam a escolarizar-se. Vem à nossa cabeça questionamentos que nunca havíamos feito antes: Qual o método ideal? Onde está a diferença entre o papel da escola e da família? Será que a professora não é boazinha demais?… Etc e tal.

 

Antes de qualquer coisa é preciso compreender que qualquer pressuposto educacional parte de um modelo sócio cultural ao qual estamos inseridos. Isso significa dizer que existem muitas formas de conceber a educação, a depender do tipo de produções culturais e padrões sociais a qual ela pertence. Isso significa que um determinado tipo de escola aqui no Brasil, pode não fazer o menor sentido em outro país. Um método de ensino pode funcionar perfeitamente no nosso estado, e ser um fracasso em outro. Uma regra pode funcionar muito bem dentro da dinâmica da sua vizinha, e jamais ser viável dentro da sua rotina. Resumindo, não há receitas. O ideal é sempre particular.

 

Tanto a escola, quanto a família, são instituições sociais, e sendo assim, delimitam suas próprias regras e procedimentos. Pensando nisso, o processo de escolha de uma escola deve envolver a reflexão sobre o quanto essas duas instituições compartilham das mesmas ideias e ideais.  Por isso, antes mesmo de avaliar a escola do seu filho,  é preciso perguntar  a si mesmo quais valores você considera importante na formação do seu filho, além de refletir sobre as suas próprias concepções acerca do conceito do que significa uma boa educação.

 

 

Pense comigo:

 

  • Pra você, importa excelente desempenho escolar desde tenra idade?

 

  • Você valoriza mais o desenvolvimento cognitivo do que o afetivo?

 

  • Você acha que a repetição e exercitação são formas eficazes para favorecer a aprendizagem?

 

  • Para você, é importante que seu filho esteja com desempenho igual ou superior aos dos colegas de sala ou primos ou vizinhos da mesma idade?

 

  • Você acha que recompensas materiais ou destaques sobre desempenho são caminhos interessantes para motivar o seu filho para o estudo?

 

  • Você valoriza regras cumpridas, fielmente, ao pé da letra?

 

  • Você acredita que a tolerância e o diálogo devem anteceder medidas disciplinares?

 

A forma como você responde a algumas dessas perguntas te ajudam a pensar sobre o modelo de escola para seu filho. Uma escola mais tradicional pode atender mais às suas concepções educacionais, enquanto uma escola com uma proposta pedagógica mais sócio construtivista pode atender melhor às concepções da sua vizinha. O teor da discussão, a princípio, não deve ser: “A escola X é boa” ou “Escola Y é ruim”. Ao invés disso, os pais devem avaliar o quanto escola “X” se aproxima mais fielmente dos valores particulares da sua família, do que a escola “Y”. A pauta de discussão, então, é quanto determinada escola é adequada ao SEU filho e às SUAS expectativas sobre educação. Só depois disso, você deve pesar outros critérios, tais como: formação da equipe pedagógica, localização, espaço físico, etc.

 

Permita-me finalizar citando um último elemento. Se seu filho está em determinada escola, e você começa a pensar em trocá-lo de instituição, considere também a opinião da criança. Às vezes, os pais estão queixosos e insatisfeitos com a instituição, mas os filhos AMAM o espaço, as pessoas, os colegas, etc. E sendo assim, lembre: nenhuma escola é perfeita. Ela é composta por seres humanos… E pressupõe-se que todos estes são intrinsecamente imperfeitos!

 

Falhas podem acontecer! Você, mãe, deve dialogar, refletir, sugerir elementos à gestão pedagógica da escola! Essa é a sua parte! Seu olhar de mãe é importante para a escola. Posicione-se de forma educada, evite achismos e opiniões de senso comum. Cuidado para não murmurar sobre todos os pequenos e nem tão importantes detalhes. Evite desgastar a sua relação e imagem com questionamentos frágeis e impulsivos. A escola é sua maior aliada na educação do seu filho. Não a encare como uma inimiga ou uma adversária.

 

Avalie: Seu filho é feliz na escola? É envolvido afetivamente com as pessoas? Sente-se bem quando o deixo? Se sim, reconsidere sua decisão a partir da opinião da sua criança. A escola precisa atender não só aos seus ideais, mas também às expectativas do seu filho.

Afinal, quem fica por várias horas na escola, é ele… não você!

 

Sentir-se bem é importante! Ser FELIZ é fundamental!

 

E então, deu para clarear um pouco seus horizontes?? Se você ainda ficou com alguma dúvida sobre o assunto ou gostaria que nós abordássemos um outro assunto, pode mandar um email para regina@dicasmiudas.com.br

 

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