Sítio Azul 2018

Neste sábado (07/04/18), o Sítio da Trindade inteiro se vestirá de azul em homenagem ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A cor dará o tom da primeira edição do “Sítio Azul“, um evento promovido pela Clínica Cuidar Multidisciplinar em parceria com a Prefeitura da Cidade do Recife. O momento especial oferecerá várias atrações para adultos e crianças das 9h as 12h.
Além de chamar a atenção da sociedade para entender os Transtornos do Espectro Autista (TEA), o evento garante uma manhã muito animada com as presenças do mágico Rodrigo Lima, Tapete Voador e de Cães Terapeutas da Animaterapia. Além de toda diversão, ainda reunirá serviços gratuitos para as crianças como corte de cabelo, orientação jurídica e nutricional. O evento será aberto ao público e chama todos a vestirem azul. Estão apoiando este evento: a Barbearia Meu Chefe, Felipe Lopes Advocacia, Hospital Veterinário Dr. Magno José (HVMJ) Grafshop Design e Gráfica, Daniella Pereira Nutricionista, 4 Business Inteligence e 7D Drones.

Tom

 

TOM

Estava com saudades de postar Dicas de Livros e para comemorar que hoje é o Dia da conscientização pelo Autismo e o Dia Internacional do Livro Infantil venho com uma dica de um Autor e ilustrador que gosto bastante. Suas histórias tem sempre  uma mensagem bonita, sem ser piegas e suas ilustrações são marcantes e bem significativas. Conheci há algum tempo e desde então venho garimpando os seus livros e cada vez me apaixonando mais, pelas palavras e pelos traços.

 

O livro de hoje eu vou falar a minha opinião, confesso que tentei confirmar minhas impressões com o autor, mas não obtive êxito, mas pesquisei e descobri que ele tem um filho autista então acredito que realmente seja este o assunto âncora da história do livro.

 

A ilustração traz o traço característico do ilustrador, e faz uma relação entre o mundo real e o mundo dos sonhos, da imaginação.

E a história é sobre a história de Tom, que ao meu ver é uma criança autista. E ele faz reflexões sobre a inserção de Tom no dia a dia da família e na forma de se relacionar com seus parentes e com o mundo. Como podemos conviver, entender, aceitar e respeitar o próximo, mesmo que este seja para nós tão distante… É quando o amor une os pontos e fecha os círculos da nossa vida!

 

Já tinha terminado de escrever o post quando encontrei este depoimento do autor sobre o livro, me apaixonei ainda mais!

 

“Todos tentam entender Tom. A mãe faz comida com cheiro bom. O pai canta rock and roll. O vovô conta tantas histórias. Tia Léa pintou o cabelo de azul. E o Zeca continua a enroscar carinho nas pernas. E Tom? Parece nem perceber”… e por aí vai, numa mistura boa de poesia, sensibilidade e surpresa.

 

Pois, à primeira vista, aparentemente você acha que sabe que se trata de um menino nestas condições. Mas, depois, parece que ali está um pouquinho de todos nós, de todas as crianças, com seus sonhos guardados num canto, com algo que simplesmente não consegue expressar.

 

“A história do Tom faz parte da minha vida, todas minhas histórias tem um pedaço de mim. Talvez o Tom seja eu mesmo que sempre tive o desejo de voar”, revelou André mais um pouquinho.

 

O autismo está presente no livro, sim, mas também pode se transformar em tantas outras coisas porque a ficção permite tudo. Calar, rir, pensar, chorar, sentir, desenvolver sensibilidades. Quero trabalhar para isso.”

 

Sinopse:

A história do menino Tom é contada por seu irmão, que sempre o observa intrigado: “Por que Tom não brinca? Por que Tom não diz o que sente? Onde Tom guarda todos os seus sonhos?”. Até que um dia, Tom chama seu irmão para que conheça o seu segredo e assim possam, de verdade, se aproximar.
Ficha Técnica:

Autor: André Neves

Ilustrador: André Neves

Editora: Projeto Editora

Idade: 8 a 9 anos
Laydo, em hora de dormir

Recebi um material de divulgação de um livro, que infelizmente só vi agora. , mas diante do apresentado não poderei deixar de falar dele, mesmo que parte da comunicação já não seja mais válida. É que nesta edição da Bienal, tivemos o lançamento de um livro infantil bem especial, aos meus olhos: Laydo, em hora de dormir. Vocês devem estar se perguntando o que tem de especial nele, não é?! E eu digo nada, a não ser pelo fato de ter sido escrito e ilustrado por um jovem de 15 anos, com autismo. Pois é, Diogo Calife pode ter suas limitações, mas com certeza provou para todos que sua capacidade criativa vão muito longe, e nós desejamos que este seja o primeiro de muitos livros sejamos que todas as famílias reflitam sobre a importância de descobrir o potencial do seu filho, independente das suas limitações. O importante e descobri-la e desenvolver…

 

Se você conhece uma criança que mesmo com uma ou até mesmo várias limitações encontrou um caminho para brilhar e ser feliz e quiser compartilhar conosco (regina@dicasmiudas.com.br) será um prazer comemorar as vitórias e mais ainda, mostrar para quem vive uma situação semelhante (de dificuldade) que é possível ser feliz também nas adversidades.

 

Diogo Calife, um jovem autista de 15 anos, aluno do Colégio Lubienska lançou seu primeiro livro na Bienal do Livro de Pernambuco. A ideia de escrever o livro “Laydo, em hora de dormir” surgiu do próprio Diogo que foi inspirado pelos filmes que assiste e pelos desenhos que costuma sempre fazer.

 

Todo o texto e as ilustrações foram feitas por Diogo. Segundo Roberto Calife, pai de Diogo, o livro é uma forma de comunicação do filho. “Na maioria das vezes acreditamos que para os autistas muitas portas se fecham, quando portas que não vemos podem ser abertas. Depende de nós. Todos nós temos habilidades escondidas que precisam ser descobertas. Agradeço a Diogo, meu filho mais novo, pois com ele, acredito que aprendi a ser um pai e ser humano melhor”, afirma.

O lançamento do livro “Laydo, em hora de dormir” foi na plataforma ‘Crianças amigos para sempre’, no espaço Bienalzinha, (IX Bienal Internacional do Livro de Pernambuco).

 

 

Sinopse:

Laydo não queria mais perder nenhum minuto da diversão, resolveu que não iria mais dormir. Essa decisão atormentou a vida de seus amigos, Lagarto, Ratinho Azul e Dr.Caramujo. Dispostos a fazer Laydo dormir, seus amigos tentam de tudo, mas para Laydo não era hora de dormir. Quando parecia que o sono não iria chegar um fato novo muda o rumo desta estória.

 

Ficha Técnica:

 

Livro: Laydo, em hora de dormir

Escritor e ilustrador: Diogo Calife

Editora: Editora Coqueiro

02 de Abril – Dia Mundial do Autismo!

 

Hoje dia 02 de Abril o Mundo comemora a Conscientização do Autismo. Mais do que uma comemoração é um dia de Luta pelo fim do preconceito.

 

 

E resolvi comemorar este dia compartilhando este texto que descobri através do face de uma colega e muito me sensibilizou… Não tenho nenhum autista na família, mas convivo com algumas crianças, da escola da minha filha e posso garantir que estas crianças são realmente muito especiais e carinhosas, principalmente quando são bem assistidas.

 

Este texto foi copiado do blog Lagarta vira Pupa, o diário de uma mãe e seu garotinho autista, é a tradução livre de um texto da escritora e blogueira Ariane Zurcher

 

Imagine…

 

Imagine se, desde o momento em que você nascesse, cada aspecto do seu ser fosse avaliado e estudado com um olhar crítico. Imagine se quem você é, o jeito que você fala, se move ou se comporta fosse visto como errado e precisando de conserto. Imagine se, desde muito cedo, as pessoas falassem sobre você, na sua frente, como se você não pudesse ouvi-las. Imagine se, mesmo sem entender tudo, você entendesse as emoções por trás das palavras, o desapontamento, o medo, a raiva, mas você não tivesse ideia do porquê. Imagine como isso te faria sentir. Agora, imagine como você se sentiria se entendesse cada palavra dita, mas não pudesse falar ou fazer os outros saberem que você entendia. Imagine como você se sentiria se crescesse acreditando que a sua existência causava aos outros: desconforto, dor e tristeza.

 

Imagine se, quando criança, você fosse agredido pela luz, pelo toque, cheiros e gostos – coisas que não causam dor às outras pessoas, mas que fariam sua vida quase insuportável. Imagine se você, também, pudesse sentir intensamente a energia das pessoas, mas ficasse frequentemente confuso e sobrecarregado por esses sentimentos. Imagine se, quando você chorasse de angústia, você fosse recebido com raiva ou te fosse dito que nada estava errado e que parasse de se comportar dessa forma. Imagine como você se sentiria se, depois de, finalmente, achar as palavras certas e as falar, as pessoas te entendessem mal, ficassem bravas ou te falassem que o tom que você usou foi inapropriado ou o volume que você falou foi muito alto ou muito baixo. Imagine se tentasse com todas as suas forças falar como te ensinaram, mas não importa o quanto tentasse você nunca parecesse acertar. Imagine como isso seria.

 

Tente imaginar como se sentiria se você juntasse muita coragem para se aproximar de outro ser humano só para ser evitado, zoado ou mandado embora. Imagine como seria se quisesse ter amigos e brincar de encontros e dormir fora, mas você não tivesse nenhum. Imagine se tentasse fazer amigos, mas não importa o quanto você tentasse, nenhum quisesse passar tempo com você, e você não soubesse o porquê. E se as suas tentativas de parecer amigável fossem vistas como atos de hostilidade? E se você batesse no ombro de alguém – porque viu amigos fazerem isso e eles sempre riam- mas, quando você o fizesse, você fosse levado para a sala do diretor, advertido e ameaçado de expulsão? Como isso te faria sentir? E como seria se você se juntasse a uma roda de conversa, mas no minuto em que você dissesse algo, todos parassem de falar e olhassem pra você com cara de surpresa, ou pior, incômodo ou até raiva? Como isso te faria sentir?

 

Tente imaginar como seria se as coisas que te trazem alegria fossem ridicularizadas ou tiradas de você. Imagine se você adorasse pular, porque esse movimento te fazia sentir feliz e calmo, mas se você desse pulos, você fosse punido. Apenas imagine como seria se as coisas que você acha fascinantes virassem piada para os outros ou fossem vistas como estranhas. Agora, imagine se você fosse incapaz de fazer as palavras se formarem na sua boca para que você pudesse dizer qualquer coisa para explicar ou protestar. Ou imagine se você pudesse falar, mas quando você falasse, suas palavras parecessem aborrecer as pessoas e você fosse punido. Como você se sentiria se as pessoas que têm poder sobre você te dissessem que iriam te internar se você não se comportasse, e você nem se lembrasse de como é que devia se comportar? Tome um momento para realmente imaginar como se sentiria. Imagine como deve ser precisar de ajuda, ter que depender das pessoas e essas pessoas te machucarem, te traírem e ficarem bravas com você.

 

Imagine como você se sentiria se os experts falassem da sua neurologia como deficiente. Imagine como seria se te dissessem que você é incapaz de sentir emoções e não pode entender seus colegas humanos. E, quando você discordasse, as pessoas dissessem que era impossível ter uma conversa “racional” com você.  E, quando você descrevesse o quão doloroso era olhar nos olhos das pessoas – porque era como olhar dentro de suas almas- , e que isso era muito pesado e você não podia mais ouvir o que elas estavam dizendo, ou que quando as pessoas te abraçavam, isso fazia sua pele formigar, ou que o cheiro que emanava de outra pessoa era tão forte que você se sentia mal, você fosse acusado de ser manipulador e as pessoas te exigissem fazer isso de qualquer forma. Imagine como você se sentiria se essas mesmas pessoas dissessem que você era difícil e grosseiro quando você as confrontasse com sua própria insensibilidade. Apenas imagine como você se sentiria se você lesse e ouvisse pessoas que nunca te conheceram dizerem como pessoas como você são violentas e devem ser temidas, mesmo que a única pessoa que você já tenha machucado seja você mesmo. Imagine como seria ser dispensado e silenciado várias vezes em seguida. Apenas tente imaginar como deve ser isso.

 

Tente.

Tente imaginar o que é ser autista.”

 

 

Para os interessados, amanhã o CPPL – Clínica Psicanalítica, Consultoria em Gestão e Ensino promove, no Dia do Autismo, o evento “Conversando sobre o autismo” que se destina aos pais, pedagogos, médicos e pessoas interessadas no tema. As vagas são limitadas e o evento ocorrerá no auditório da instituição! Inscrições GRATUITAS no telefone 81. 3423-5751. Os que não conhecem, o CPPL desenvolve um trabalho interdisciplinar com crianças e jovens com transtornos graves no desenvolvimento, como autismos e psicoses, e suas famílias. O CPPL Consultoria em Gestão presta consultoria a organizações públicas e privadas, acompanhando processos de mudanças e contribuindo para o desenvolvimento de equipes produtivas, criativas e responsáveis. O CPPL Ensino atua no trabalho de formação de estudantes e profissionais das áreas de saúde e educação, recebendo estagiários das IES de Pernambuco, de outros estados e, ainda, de instituições estrangeiras.

 

Serviços:

CPPL – Clínica Psicanalítica, Consultoria em Gestão e Ensino

Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, nº308, Graças, Recife-PE

Informações: 81. 3221-6018 / 3223-4712 (Clínica) – 81. 3423-5751 (Ensino) – 81. 3423-5751 (Consultoria em gestão)

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